quarta-feira, 26 de abril de 2017

- Reflexão -

“Neste tempo onde todos dizem o que querem, também temos o direito de só ouvir o que realmente tem comprometimento com nossa realidade. Até quando erramos temos o direito de escolher a quem queremos ouvir. Que a prioridade seja dada aos que sabem quem somos. Não troque o que você já conseguiu saber de si mesmo pelo achismo desrespeitoso dos que pretendem lhe enclausurar em suas visões mesquinhas. A opinião dos outros só merece ser ouvida se os outros que opinam estiverem no rol dos que conhecem sua verdade. “
- Pe. Fábio de Melo -

Se apegue aos que te conhecem, te respeitam e te amam. Perdoe, os que tentam desconstruir quem de fato você é. E deseje sempre o bem!...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

- DOCUMENTÁRIO -

Ser Tão Virtual - Identidade e Tecnologia


Ser Tão Virtual é a primeira parte de um estudo feito pelos professores Auíri Tiago e Brunno Souto. Baseado na obra Contos Mudernos: Causos do sertão, escrito por Auíri, eles percorreram o Norte de Minas em busca do mote “identidade e tecnologia”. Percebendo a relação que as pessoas criaram com a tecnologia, os dois observaram minucias do dia a dia do catrumano, sertanejo, norte mineiro, brasileiro; que a cada momento se modifica em relação a sua realidade. Colhendo depoimentos, visitando escolas e futricando um lugarzinho e outro, descobriram que o ‘sertão é mesmo dentro da gente’.

O documentário, patrocinado pela lei de incentivo a cultura do município de Montes Claros contou com a participação de olhares especiais como: João Batista Costa (antropólogo), Jukita Queiroz (músico), Zé Fumim (primeiro morador de um bairro de Montes Claros), Jorge Alessandro (diretor de teatro), Catopês, entres outros.

Juntamente com outro projeto, o “Concurso de redação Muderna”, foram 18 meses de viagens. Mais de 40 instituições de ensino visitadas, quase 7 mil jovens, crianças e adultos atingidos.  O objetivo sempre foi o mesmo: “emponderar nossa identidade para realizar uma mudança significativa em nossa realidade, através da educação e do diálogo sem amarras. Alguns chegavam, outros esperavam o aceno, mas todos contribuíram para a publicação de um folhetim e o documentário”, destaca o autor Auíri.

Lançamento -



O Documentário foi lançado no dia 07 de abril deste ano, no pátio do Museu Regional do Norte de Minas - Centro Histórico de Montes Claros. 

Parabéns e Sucesso!!!

sábado, 22 de abril de 2017

- Reflexão -

"Você é o criador de seus próprios pensamentos e sentimentos. 
   Escolha-os com sabedoria."
                       -Sharon Taphorn-

sexta-feira, 21 de abril de 2017

- Crônica -

- Bodas de Ouro do Grupo de Seresta João Chaves de Montes Claros -

Terezinha Jardim*

- 50 anos a serem completados no dia 20 de abril próximo, quando o Grupo de Seresta João Chaves de Montes Claros fará Bodas de Ouro -

O Grupo de Seresta João Chaves de Montes Claros estará comemorando 50 anos de existência, Bodas de Ouro, no dia 20 de abril deste ano. Tudo começou em 1967. Lançando um olhar ao passado, sinto uma saudade boa, recheada de canções, de ver a amizade entre todos nós, músicos, cantores, diretores. Não éramos só um Grupo de Seresta, éramos uma família!...

Quando, hoje em dia, acontece-me de passar pelo número 106 da Avenida Coronel Prates, a residência da "Família Hermes de Paula", vem-me uma vontade imensa de fazer o tempo voltar àqueles dias gloriosos, que começarem com o Dr. Hermes procurando, reunindo e ensaiando um grupo de músicos e cantores - Seu Ducho, Sinval Fróes, Virgílio Abreu de Paula, Nivaldo Maciel, João Leopoldo França, Celestino (Telé) Guimarães, Lola Chaves, Clarice Maciel, Tereza Maia, Selma Abreu e Josefina de Abreu e Paula, Dona Fina de Paula, aquela pessoa maravilhosa, cuja extraordinária memória musical foi de fundamental importância na formação da Seresta João Chaves e sua continuidade!

Houve em Ouro Preto, na noite de 20 de abril de 1967, o 1° Concurso Nacional de Modinha, e Dona Stela Tristão inscreveu Montes Claros. E lá se foram eles, depois de muito ensaiar, defender o prestígio musical de nossa Montes claros.

E, já na madrugada do dia 21 de abril de 1967, veio o resultado: Montes Claros vencera, superando Diamantina, que era a favorita! E, deste dia em diante, o Grupo de Seresta João Chaves não parou mais de cantar e encantar Montes Claros e o Brasil.
               
Ela é, de direito e de fato, um grande Patrimônio Cultural Imaterial do Município, titulo mais que merecido e que seria um soberbo presente às Bodas de Ouro da Seresta, outorgado pela municipalidade!...


* Cronista, Escritora, Historiadora, Membro Fundadora do "Grupo de Seresta João Chaves de Montes Claros"

- Crônica -

Voando e rindo no lindo "Diário de Marina" 

 Raquel Mendonça*


Li num só fôlego (e risos, diante do pessoal, especial e extraordinariamente delicioso humor da nobre e encantadora autora) o belíssimo livro "Diário de Marina" de Marília Mendes Campos Versiani, com ilustrações marcantes de Marcelo Ramos, editado pela Gráfica O Lutador, de Belo Horizonte, onde foi lançado, na Livraria do Ouvidor, agora em Montes Claros, no Centro Cultural Hermes de Paula, no último dia 17.04.2017, às 18h30.

No feliz Prefácio, Rafael Arantes Versiani - difícil crer não seja poeta, escritor - já adianta: "A crônica como objeto textual é uma possibilidade de impedir que as memórias sejam devoradas pelo tempo. Neste livro, que você tem agora em suas mãos, a primorosa cronista Marília Mendes Campos Versiani apresenta seus retratos da vida e seu universo uma vez secreto: seu diário."

O livro que tenho em mão, no momento, é de sua filha Cláudia, esposa do grande artista plástico e arquiteto Hélio Brantes, destacando-se a delicada dedicatória: "Para a querida Cláudia, um abraço de sua mãe, Fofinha!!!" Fofinha, Maricota são, na verdade, apelidos carinhosos de Marília, com a sua filha, Patrícia Mendes Campos Versiani, lembrando no livro, onde retrata a mãe, que ela sempre gostou de contar suas histórias, nele compartilhadas com mais pessoas. E explica: "Este dom para contar histórias cresceu por ter sido bibliotecária, vivendo, então, em meio ao mundo fantasioso - e rico - dos livros."

Você vai se deliciar com as maravilhosas memórias de Marília, crônica a crônica! Ela começa com o "Diário de uma adolescente sem grandes proezas" (Belo Horizonte, 25 de dezembro de 1940), com que abre alegre e brilhantemente o livro, no qual conhecerá toda a sua doce e saborosa experiência de vida, em quase 90 anos de idade e sabedoria! Vale a pena ler!...

O primeiro parágrafo é indispensável ao entendimento e apreciação do livro por inteiro: "Entre os presentes que eu ganhei hoje, de duplo significado (...), encontrei este belo caderno de capa dura, decorado com anjos barrocos e munido de um pequeno cadeado com chave, para expor com segurança o lado confidencial de minha vida, como todo diário que se preze. No cartão que acompanhava o presente estava escrito, com letra firme e bonita: "Marina, continue a ser a menina alegre, sincera e corajosa que você é." Pelo visto e pelo lido, ela continuou sendo tudo isso e mais um pouco, sempre, para felicidade de toda a sua numerosa família, legião de amigos e leitores!...

Vai conhecer a sonhada "bicicleta de pneus-balão" e nunca entendida pelo Papai Noel, na tradicional carta de Natal, contendo o ingênuo pedido de presente (Noel norueguês, que "não entendia português"); Dolores e Isabel, criaturas divinas e do mais puro saber e existir, "lindas imagens de mulher" ou "doçuras de favos de mel", com Marília enfatizando: (...) "Não tínhamos tudo o que queríamos quando crianças, mas habitávamos uma ilha, cercada de carinho por todos os lados!" Sobre o crime na avenida, concluiu, em suas orações: "... Pedi um festival de saúde para toda a família, uma bandeira branca para os conflitos pessoais e mundiais, bem como um pouco mais de money" (que pedido mais atual e para todos os seres éticos, corretos e honestos deste país de poucos, dilapidado pela mísera corrupção, meu Deus!).

Vai admirar todos os odores, sabores e cores literários de Marília, no seu talento genuíno, página a página, passando ainda pela estranha e misteriosa "chuva de pedras" na casa mal-assombrada do bairro onde morava; a amiga Nely e seu sonho de amor entre os mortos, além da morte imaginária; aventuras e mais aventuras bem contadas, narradas, vivenciadas; a história ilária do Vovô Padre, com quem me identifiquei, porque, igualmente, "detesta qualquer tipo de injustiça"; segunda-época do irmão Luís em desenho geométrico e artístico e o verdadeiro "milagre" de Frei Eustáquio - pouco dinheiro e muita bênção", o que é, ao meu ver, o melhor a se buscar, todo o tempo, alcançar...; não acreditar em bruxos, "mas que eles existem é um fato consumado", com o Melão e seu problema de loucura ou perversão!; e, no fascinante Reinado de Momo, o Carnaval, "Quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no Salão!", o seu plano - falível - para mais um dia de folia...; Baile de Carnaval do MTC de BH, com uma vela acendida para Deus e outra para o Diabo; Ídolos e Heróis... do cinema, da política (que havia, claro, apenas no passado mais distante e que volte o indomável "vendaval a favor da democracia" e da honestidade com a coisa pública, do tostão ao milhão, bilhão... de dólares!); da religião, com São Francisco, meu santo de devoção, "continuando soberano", mas, principalmente, dos esportes, com o "belo" Heleno de Freitas e seus belos gols de bicicleta... E o Galo na cabeça, claro, com total serenidade esportiva!...

O footing da Praça da Liberdade de Belo Horizonte, que, num vôo ao passado, lembrou-me o da antiga Rua XV da cidade, "uma procissão sem andor...", com a mesma dose de inocência e ingenuidade, porque, afinal, "a fama do mineiro - e da mineira - é a de ser um tímido, introvertido inveterado e amar em silêncio por muito e muito tempo"...; entre Sonhos e Pesadelos, "as terríveis e insolúveis provas orais e escritas de matemática aparecem frequentemente em minhas noites aflitivas. Já os sonhos, aqueles que só acontecem quando estou deitada em berço esplêndido, se assemelham mais a filmes de curta metragem, geralmente em preto e branco, embora possam ocorrer também a cores."

"O presente e a janela indiscreta" ela os abre para você aos quinze anos, quando vai conhecer a cidade maravilhosa do Rio de Janeiro e se encanta totalmente pelo mar de Copacabana, discorda de Dorival Caymmi, recria e canta: "É doce viver no mar, nas ondas verdes do mar..."; em "Matemática, um atraso de vida", ela explica o "DCD": dinheiro curto e difícil. Ela, sempre ela, a matemática, continuava sendo um atraso de vida em sua vida escolar, sem outras dificuldades mais - o mar azul de notas várias, rodeado pelo mar vermelho da matemática, arrematando o livro - ou o fechando com chave de ouro - com a crônica "No mundo das siglas", junto a Nely, que serviram às suas comunicações secretas, como códigos secretíssimos, através do jornalzinho que circulava somente entre as duas, o "PRHN-RSP: Novidades - Rádio Segredo de Paraúna. A "LVV: livro vai e volta (quando?!), IDD: imbecil em dose dupla (quantos?!), LSPL: lutar, se preciso for (sempre!), FCC: filhote de cruz credo, LQST: Libertas quae sera tamen..., palavras pequenas em lugar das grandes!...   
                
Parabéns, Marina, por compartilhar conosco os seus sonhos de menina e mulher, mãe, avó, bisa, a partir dos 13 anos de idade; por nos fazer voar a tempos distantes, inesquecíveis e fazer de nós uma testemunha a mais de tantas realidades vistas e vividas por você, especialmente sentidas, de forma profunda, com o seu grande imaginar, inspiração, humor e emoção! Obrigada! Muito obrigada! E beijos, muitos beijos no seu imenso coração de menina!... 
                          


* Promotora Cultural, Historiadora, Jornalista e Escritora, Membro da Academia Montes-clarense de Letras/AML e da Academia de Letras, Ciências e Artes do São Francisco - ACLECIA

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Teatro

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Neste final de semana o Grupo Teatral Olho de Gato estará apresentando o espetáculo - Iroko Pequi: A Árvore Sagrada-Dentro da programação do Festival Cena aos Montes, realizado pela Unimontes.

A apresentação acontecerá no Museu Regional do Norte de Minas nas seguintes datas:

21/04 (sexta-feira) às 21:30h

22/04 (sábado)  às 21:30h

23/04 (domingo) às 20:30h

Compareçam!!!

terça-feira, 4 de abril de 2017

CHEGA DE ASSÉDIO!

A culpa NUNCA é da vítima!


 Assédio é crime.
(seja ele qual for.)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

- Literatura -

"DIÁRIO DE MARINA" - Livro de Crônicas
 - LANÇAMENTO -


Marília Mendes Campos Versiani 

O livro Diário de Marina

Marília Mendes Campos Versiani convida para o lançamento de seu primeiro livro de crônicas - Diário de Marina - na Livraria do Ouvidor, rua Fernando Tourinho, na Savassi, Belo Horizonte, dia 06/04/2017, quinta feira próxima, a partir de 18h30.

Prestigiem!!

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